Rua Ofélia Rezende, 245, Menezes, Cataguases - MG

(32) 3421-8344 

Cultura Maçônica

São dias competitivos esses em que vivemos, sem sombra de dúvidas.
A sociedade, o mercado de trabalho, as necessidades pessoais, tudo ganha corpo e complexidade. A computação que há pouco não existia, interliga ou isola aqueles que dela não façam uso adequado.
Os cursos de línguas estrangeiras, as pós graduações sem fim, os estudos, a escola, tudo em nome da competitividade.
Assim, o que ontem bastava para educar, hoje parece pouco.
E, na ânsia de dar instrumentos suficientes aos nossos filhos para enfrentar o monstro voraz da competitividade, vamos , sem medidas, buscando tudo e todos, para que possa ser o melhor, ser mais, ser o primeiro, ser, enfim, o que aprendeu a competir.
Para isso, não contamos os esforços nas horas infindas dos cursos, dos esportes, do reforço, da aula, comprando as ferramentas para ele trabalhar, para ser competitivo.
Mas afinal, você já parou para se perguntar para que educamos nossos filhos?
Que armas e que combates você deseja que ele esteja pronto para enfrentar?
Se nos perguntarem de que o mundo precisa, o que está em falta em nossa sociedade, de pronto elencamos as virtudes que nos fazem falta à alma: honestidade, respeito ao próximo, compaixão, solidariedade.
Afinal, quem de nós não desejaria um mundo cheio de tudo isso?Pois bem, é esse o mundo que desejamos. E certamente é o mundo que desejamos para nossos filhos. Mas será que eles estarão preparados para um mundo assim?
Será que nossos filhos têm elementos na alma para viverem em um mundo de tolerância, compaixão, solidariedade? Quanto da alma de nossos filhos está pronta para um mundo desses?Será que na educação de nossos pequenos há espaço para lições de tolerância? 

A criança, o jovem que não experimenta a lição do conviver com as diferenças, vendo que somos apenas diferentes do lado de fora, mas por dentro somos todos filhos do Pai, jamais saberá do que se trata o tolerar.
E compaixão? Já tratamos dessa matéria na escola do coração, que nosso filho também cursa aqui na Terra?
Nenhuma criança ou jovem terá idéia do quanto a alma fica leve no prazer de minimizar a dor e dificuldade alheia, se nunca tiver oportunidade de fazê-lo.
Solidariedade. Já se falou nisso na escola do lar? Em mundo onde as desigualdades florescem aqui e acolá, já paramos para ensinar aos nossos amores a necessidade de estender a mão para ajudar a minimizar a miséria, seja do corpo ou da alma alheia?
Não podemos esquecer que a primeira escola da vida é o lar, e é nele que as lições que desejamos para o mundo devem ser aprendidas.
De nada vale desejarmos um mundo sem violência, se não ensinamos a brandura e a mansuetude aos nossos filhos.
E em dias desafiadores como esses que se apresentam, onde as pessoas perdem referências de valores, onde as lições da alma perderam-se no afã de educar a mente, buscando apenas sermos competitivos, é no lar que devemos cultivar os valores nobres, que fazem a alma forte para enfrentar as dificuldades da vida.Não mais a preocupação de aprendermos a ser competitivos, mas sim entendermos que ser colaborativos é a lição que a vida nos guarda como melhor aprendizado.
Afinal, a maior oportunidade que a vida nos oferece ao aqui estarmos é de fundamentalmente aprendermos a conjugar na prática vivencial de cada um, um único verbo: amar.

PEDRA BUTA, UM SÍMBOLO MAÇÔNICO

A linguagem dos Símbolos é o meio de expressão da Maçonaria e isso possibilita que cada maçom busque a verdade, trabalhando com capacidade pessoal no exercício dessa busca.

O símbolo, do ponto de vista da psicologia, é um objeto, uma idéia, uma imagem consciente que tem em si o significado de outra inconsciente.

Em nossa busca da verdadeira realidade, devemos nos lembrar sempre, que os símbolos não são estáticos, estão sujeitos a um dinamismo vivo e podem ter significações diversas em níveis diferentes de interpretação.

A Pedra Bruta é um símbolo maçônico. Digamos que é a matéria prima em seu estado primitivo, bruto como encontrado na natureza, sem tratamento ou beneficiamento. Ela simboliza o profano preso às imperfeições servo dos vícios, sem condições de compreender e equiparar-se aos ideais da Sublime Ordem.

Nas nossas oficinas, o aprendiz, que é o profano recentemente iniciado, é portanto simbolizado na Pedra Bruta, onde deve trabalhar com dedicação e perseverança em busca do auto aperfeiçoamento, identificando através da meditação séria e persistente, as imperfeições do espírito. Utilizando então a inteligência e a vontade,para com a sabedoria quebrar estas arestas do espírito, estará assim fazendo o que chamamos de "desbastar a pedra bruta".

Todos os aprendizes são chamados a se dedicarem à realização desse trabalho de transformação da pedra bruta, trazendo à luz as virtudes que se manifestam pela tolerância, espírito fraterno, sinceridade, humildade, disposição para a prática do bem e da equidade, além de outras que nela sempre se encontram ocultas ou adormecidas e embaçadas pelo orgulho, intolerância, vaidade e outros vícios e paixões da vida profana.

Falamos do trabalho a que é convocado o aprendiz. PAREMOS! E após um momento de reflexão, busquemos a resposta para a seguinte questão: todos nós, mestres e companheiros já completamos o trabalho de aprendiz, transformando a pedra bruta, tornando-a pronta a ocupar o seu lugar no Grande Templo de Salomão, que é o Templo da Humanidade aperfeiçoada. - Perfeição pela qual trabalha a Maçonaria por princípio, objetivo e doutrina?

A resposta a esta questão básica, está na consciência de cada um de nós. É no entanto necessário que tenhamos sempre claro em nossa consciência o compromisso assumido por ocasião da nossa Iniciação. Esse compromisso inclui: "Trabalhar com zelo, constância e regularidade na Obra da Maçonaria".

A Maçonaria trabalha pelo aperfeiçoamento da humanidade. Dito assim, implica e nos mostra um universo muito abrangente, precisando encontrar o ponto de partida para esse trabalho e esse ponto de início é singular, somente trabalhemos pelo aperfeiçoamento da humanidade começando em cada um de nós, o trabalho de auto aperfeiçoamento. É um trabalho fácil? Não, não é fácil, exige esforço de reflexão e meditação para em mergulho interior localizarmos os nossos vícios e paixões, descobrirmos nossa escala de valores e verificarmos se está corretamente hierarquizada para a partir desta verificação, usando a força de vontade, orientada pela razão e inteligência, (e aqui teremos a atuação do maço e do cinzel) trabalharmos na remoção das nossas próprias imperfeições, deixando vir a luz e as virtudes que estão escondidas na pedra bruta, que somos nós.

Este é um trabalho não somente difícil, mas sobretudo doloroso, pois somos uma pedra viva e sensível ao corte do cinzel acionado pela força do maço. Precisamos ser perseverantes, pois pouco significado terá sermos M\M\ se não fizermos este esforço de aprimoramento, evitando que se cristalizem em nosso espírito o orgulho, a intolerância, a vaidade e outros vícios que freiam o nosso progresso pessoal, pois desse crescimento de cada um, depende o crescimento da Loja, da Ordem e da humanidade.

Devemos estar sempre conscientes de que o nosso objetivo é a perfeição e que a perfeição é um atributo do S\A\D\U\Sobre este aspecto somos sempre aprendizes. Mas o M\ Jesus, (o maior entre todos os iniciados) nos diz: "Sedes Perfeitos como Perfeito é o Pai". Portanto, este é o objetivo. E se pretendemos viver plenamente a Maçonaria, não podemos dele nos afastar. Somente assim, a Loja crescerá projetando a Ordem na sociedade profana e ale, exercendo a sua influência, seja através de atividades como Instituição, seja pelo testemunho de vida de cada um de seus membros.

Extraído Boletim Nº16 do Supremo Conclave Autônomo para o Rito Brasileiro.

Autor: Laurentino José das Neves - A.'.R.'.L.'.S.'.Labor e Civismo

Toda e qualquer obra primeiramente surge de uma idéia e, posteriormente, é indiscutível a necessidade da VONTADE.

Vontade é PODER.

Em maio de 1984 nosso Conclave publicava um texto que bem esclarecia essa questão:”Vontade não é faculdade de esejar, mas, ao contrário, uma energia vital resultante da ação da força de nossa alma...mesmo sendo fracos de despírito, conhecemos e temos absoluta certeza na existência do poder do querer, que representa no forte o que se chama de caráter. Este põe em movimento a imaginação e, consequentemente, constitui a personalidade. Nesse poder devem, portanto, atuar a moral, a instrução e a higienização da alma”.

Pode-se concluir, assim, que a vontade é o catalisador das reações químicas que processam no nosso organismo o poder de realizar. E o que seria a Maçonaria se não fosse sua Tradição de realizar? Portanto, a base de nossos sentimentos de Maçonaria está na vontade, no poder de transformar idéias em fatos.

Isso nos faz lembrar a máxima de Jesus Cristo: “Orai e Vigiai”. Se vigiarmos nossos sentimentos de indecisão e distração – “estados patológicos de uma alma doentia”- bem como os de tédio e indolência – “venenos que envolvem nossa alma numa espessa onda de sentimentos retrógados” – certamente evitaremos ao mínimo encobrir a jóia de nossos aprendizados maçônicos com a carcaça do tempo mal aproveitado, transformando-na, novamente, em pedra bruta.

Tal como a pérola se desenvolve e embeleza no interior da ostra, de forma a estar sempre resguardada do ataque predador das intempéries marinhas ou do agente humano que a retira de seu habitat para dali obter frutos exclusivamente próprios, o maçom tem na Sublime Ordem a “cobridora” de seu desenvolvimento; mas, ao deixar-se levar pelos sentimentos profanos, ele permite que sua pérola adquirida com tanto esforço e sacrifício seja tentada a ser ofuscada pela mesmice.

Ser maçom é, também, ser um forte e, para ser forte, é preciso ter vontade.

(Extraido do Boletim do Supremo Conclave Autônomo para o Rito Brasileiro, Maio de 1997)

Maçonaria: Do Brasil para o Mundo Maçônico

Avante Rito Brasileiro!

Como é do conhecimento de muitos, a Maçonaria é uma Instituição várias vezes milenária e constituida através do tempo. Dos dois séculos de existência no Brasil, são milhares de Lojas Maçônicas espalhadas por todo o País. Das conquistas por ela realizadas, orgulha-nos participar do Rito Brasileiro (um dos Ritos praticados) sediado na cidade de Cataguases, nas montanhas da bela e histórica Minas Gerais, em virtude da característica de nosso País que se mantém estrategicamente localizado na vanguarda maçônica, e dotado de grandes valores morais e pessoais que destacam-se por serem, além de dirigentes comunitários, verdadeiros líderes de expressão nacional.

Uma das bandeiras mais veementes é a defesa da liberdade, da justiça e da prevalência da vontade do povo, valores estes que, entendemos deve ser o norte das ações de todo democrata que conhece exatamente o princípio básico da democracia, ou seja:

“Todo Poder emana do povo e em seu nome deve ser exercido”,



TRADIÇÃO É MEMÓRIA

A Maçonaria se faz presente na História do Brasil porque representa a voz do povo, pois é composta de Cidadãos de todas as classes sociais e em vários postos de comando e, acima de tudo, sensíveis ao clamor da maioria populacional para que não haja injustiça social. A Maçonaria se faz presente porque sabe consultar seu histórico e vivência passada para aplicá-lo em busca de um futuro mais justo para a humanidade.

O mundo, ultimamente, tende ao sentimento de carência de lideranças que realmente se importem com seus representados, mas, neste caso, a Maçonaria deve mostrar o porquê de ser perene. No Brasil, manchas tais como escândalos públicos não são esquecidas como apregoa o ditado popular de que “o povo brasileiro tem memória curta”.Não.

A Maçonaria tem memória e, líder oculta que é na sociedade, saberá fazer com que sejam perenes as memórias de todos os fatos que representem o bem ou o mal para a sociedade, bem como aqueles executados legítima ou ilegitimamente em nome do povo.

Isso tudo é possível porque a Maçonaria respeita a Tradição.

SEM RENOVAÇÃO NÃO HÁ VIDA


A Maçonaria precisa manter-se fiel à Tradição, que é milenária, mas renovar-se, em sua parte adjetiva, frente aos séculos, que passam, com todos os seus problemas, que dizem respeito à felicidade humana. Lembramos que os católicos não ficaram estacionados na revelação de São João. A vida não pode morrer parada no caminho. O grande pensador contemporâneo, Pietro Ubaldi, escreveu um belo trabalho:

“Sem renovação não há Vida”

Diz ele:

“ A verdade, não é uma posição psicológica definitiva e estática, mas um conhecimento relativo em evolução”

O Rito Brasileiro, desde sua fundação, é considerado como “A Maçonaria Renovada”, pois em seus preceitos encontra-se a conciliação da Tradição com a Evolução, e evoluir, necessariamente, implica em renovar. Baseia-se no fato de que a humanidade precisa evoluir, porque, como ensina Álvaro Palmeira:

“Repudiar a evolução é suprimir o futuro”. Consequentemente “O que valeria uma Instituição sem futuro?”

Fale Conosco

Rua Ofélia Rezende, 245, Menezes, Cataguases - MG

Telefone: (32) 3421-8344

 E-mail: supremoconclave@gmail.com

ou preencha o formulário em nossa página de contato

Ações Sociais

Boletim Informativo

Preencha seu e-mail e receba as novidades e notícias do mundo Maçonico.